Santa Casa fica sob intervenção após investigação sobre supostas irregularidades
Médico Luiz Alberto Hiroki Kanamura assume gestão provisória por 180 dias, conforme decisão judicial
A Justiça determinou, nesta quinta-feira (24), o afastamento de toda a diretoria corporativa e do Conselho de Administração da Santa Casa de Campo Grande. A medida também atinge uma supervisora da instituição e foi tomada no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades na administração do hospital.
Ao todo, a decisão alcança cerca de 10 diretores e 10 conselheiros. Para assumir temporariamente o comando da instituição, a Justiça nomeou o médico Luiz Alberto Hiroki Kanamura como gestor provisório. O período de intervenção foi fixado em 180 dias, com possibilidade de prorrogação.
A medida está relacionada à Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que investiga suspeitas de fraudes e desvios em contratos firmados pela Santa Casa.
Entre os contratos sob investigação está um acordo para a digitalização de prontuários médicos. Segundo o MPMS, o contrato previa pagamentos de R$ 5,4 milhões ao longo de três anos e teria resultado em um suposto desvio de aproximadamente R$ 1,4 milhão apenas no primeiro ano.
As investigações também apontam suspeitas relacionadas a contratos firmados pela Santa Casa Saúde com empresas ligadas ao mesmo grupo econômico. De acordo com o Ministério Público, os pagamentos realizados a essas empresas somaram aproximadamente R$ 9,6 milhões em 2025.
Com a decisão judicial, a administração da instituição passa temporariamente para o gestor nomeado pela Justiça. As investigações continuam, e os fatos ainda serão apurados no decorrer do processo.
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