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Três Lagoas,17/06/2026

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Megaassalto no Paraguai: polícia prende dois suspeitos após ataques a bancos em Santa Rita


Megaassalto no Paraguai: polícia prende dois suspeitos após ataques a bancos em Santa Rita

SANTA RITA (Paraguai) – As autoridades paraguaias realizaram nesta quarta-feira (17) uma série de operações policiais que resultaram na prisão de dois suspeitos ligados ao megaassalto ocorrido na madrugada de terça-feira (16) contra instituições financeiras na cidade de Santa Rita, no departamento de Alto Paraná.
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, os detidos foram identificados como José Cuevas Yegros, de 56 anos, e Ramón Leonardo Bogado, de 39 anos. As prisões ocorreram durante mandados de busca executados simultaneamente em residências localizadas nos bairros Sol Naciente e Nazaret, na cidade de Emboscada, departamento de Cordillera.
Ataque envolveu cerca de 20 criminosos
O assalto foi considerado um dos maiores registrados recentemente no país. De acordo com as investigações, aproximadamente 20 homens fortemente armados e equipados com explosivos atacaram agências dos bancos Familiar, GNB e Ueno, além de uma casa de câmbio localizada na área central de Santa Rita.
Durante a ação, explosivos foram detonados em pelo menos duas instituições financeiras para acesso aos cofres. Os criminosos também trocaram tiros com policiais e chegaram a fazer um agente refém temporariamente antes da fuga. O valor total levado pelo grupo ainda não foi divulgado oficialmente pelas autoridades paraguaias.
Investigação aponta origem dos explosivos
As buscas realizadas em Emboscada fazem parte da linha de investigação que tenta identificar a origem dos explosivos utilizados no ataque. Segundo o comissário Hugo Grance, chefe de Investigações da Polícia em Cordillera, os dois presos são suspeitos de terem participado da aquisição do material explosivo empregado pelos assaltantes.
Durante as diligências, os agentes apreenderam uma mochila com identificação relacionada a uma pedreira da empresa TOCSA S.A., em Villa Hayes, além de documentos emitidos pela Direção Geral de Material Bélico (Digemabel), órgão responsável pelo controle e fiscalização da comercialização de explosivos no Paraguai.
Cidade viveu momentos de terror
Moradores relataram que o ataque transformou a madrugada em um cenário de guerra. Testemunhas afirmaram que os disparos ocorreram de forma contínua durante cerca de 30 minutos, enquanto os criminosos mantinham o controle da região central da cidade.
Autoridades locais também destacaram a vulnerabilidade da segurança pública na região. A delegacia responsável pelo município conta com efetivo reduzido, fator que teria dificultado uma reação mais rápida diante da ofensiva da quadrilha.
Possíveis líderes identificados
A imprensa paraguaia informou ainda que investigadores trabalham com a hipótese de que um policial já investigado por outros assaltos e um sequestrador condenado estejam entre os líderes da organização criminosa responsável pelo megaataque. A informação ainda está sendo aprofundada pelas autoridades.
As investigações continuam e a polícia não descarta novas prisões nos próximos dias. O caso mobiliza forças de segurança de diferentes regiões do Paraguai devido à complexidade da ação e ao elevado grau de organização demonstrado pelo grupo criminoso.




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