Pobreza volta a subir na Argentina e aumenta pressão sobre governo Milei
Indicador oficial avançou no primeiro semestre de 2026 após período de queda
A pobreza voltou a crescer na Argentina e atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O percentual representa cerca de 9,7 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.
A taxa subiu 4,1 pontos percentuais em relação ao semestre anterior, quando estava em 28,2%, interrompendo uma sequência de quedas que vinha sendo destacada pelo governo de Javier Milei como reflexo das medidas econômicas adotadas desde o início da gestão.
A situação também piorou entre a população em condição de indigência. O índice passou de 6,3% para 7,5%, o equivalente a aproximadamente 2,2 milhões de argentinos.
Entre os grupos mais afetados estão crianças e adolescentes. Segundo o Indec, 44,5% das pessoas de até 14 anos vivem na pobreza, mostrando o impacto das condições econômicas sobre a população mais jovem.
Ao mesmo tempo em que os indicadores sociais se deterioraram, a atividade econômica perdeu força. O Indec registrou queda de 2,9% em julho, na comparação com junho.
O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que, apesar da piora registrada no primeiro semestre, a pobreza permanece abaixo dos níveis observados no início do governo Milei. Segundo ele, a economia argentina acumula alta de 1,7% nos primeiros sete meses do ano.
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