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Três Lagoas,07/07/2026

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Prefeito de Três Lagoas repudia ataque a jornalista, nega qualquer perseguição e cobra apuração rigorosa da Polícia Civil


Prefeito de Três Lagoas repudia ataque a jornalista, nega qualquer perseguição e cobra apuração rigorosa da Polícia Civil

A violenta agressão sofrida pelo repórter Tavinho, na manhã desta segunda-feira (6), ganhou grande repercussão em Três Lagoas e em todo o Mato Grosso do Sul. O jornalista foi atacado logo após participar de uma coletiva de imprensa no Sindicato Rural, onde a Prefeitura lançava o Mutirão da Saúde.

Ferido e ensanguentado, Tavinho precisou ser socorrido pelo SAMU e encaminhado ao hospital, onde permanece internado. As imagens do profissional machucado circularam rapidamente pelas redes sociais e provocaram forte comoção.

Pouco depois da agressão, o jornalista publicou vídeos afirmando que os responsáveis seriam funcionários da Prefeitura de Três Lagoas. Diante da gravidade da acusação, a reportagem procurou o prefeito Dr. Cassiano Maia, que afirmou ter determinado imediatamente ao procurador-geral do município, Dr. Gustavo Gottardi, que acionasse a Polícia Civil para acompanhar o caso desde os primeiros momentos.

Segundo o prefeito, a prioridade é esclarecer os fatos e identificar os autores do crime.

Após o registro da ocorrência, porém, o boletim de ocorrência trouxe informações diferentes das declarações iniciais. Conforme o documento policial, não há qualquer menção ao envolvimento da Prefeitura ou de servidores municipais. O próprio jornalista informou à Polícia que não conseguiu identificar os agressores.

Outro detalhe apontado pela investigação é que nenhum objeto da vítima foi levado, circunstância que, neste momento, afasta a hipótese inicial de tentativa de latrocínio.

A repercussão do caso rapidamente ultrapassou os limites de Três Lagoas e chegou aos principais veículos de comunicação de Campo Grande, que repercutiram as imagens da agressão e cobraram um posicionamento oficial da administração municipal.

Em nota, o prefeito Cassiano Maia reafirmou que somente fará uma manifestação definitiva após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil. Enquanto isso, investigadores trabalham na análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local do ataque para identificar os responsáveis.

Cassiano Maia foi categórico ao condenar qualquer ato de violência e negou qualquer tipo de perseguição contra profissionais da imprensa.

"Repudio de forma absoluta qualquer ato de violência contra qualquer cidadão. Nossa administração jamais perseguiu ou perseguirá qualquer pessoa por suas opiniões. Defendo integralmente a liberdade de imprensa, o direito ao contraditório e às críticas, porque é justamente desse debate que nasce uma democracia cada vez mais forte. Tenho plena confiança no trabalho da Polícia Civil e quero que a verdade seja esclarecida o mais rápido possível."

Enquanto a investigação avança, Tavinho segue internado sob cuidados médicos. O caso continua sendo acompanhado pela Polícia Civil e por entidades representativas do jornalismo, que aguardam a conclusão das investigações para o esclarecimento definitivo dos fatos.




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