Geração de empregos impulsiona aquecimento da economia e geração de tributos

Por Redação FMTLnews/Fabiane Sato 15/07/2021 - 22:25 hs

Mato Grosso do Sul registrou no primeiro trimestre de 2021 a quinta menor taxa de desocupação do país, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Comparando o primeiro trimestre de 2020 com o primeiro trimestre de 2021, a taxa de empregos formais gerados no Estado cresceu, formalizando 9.711 empregos formais criados a mais no período.

Consequentemente, o índice de vendas no varejo de Mato Grosso do Sul acompanha o índice de volume de serviços.

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Fonte: Banco Central. Elaboração Própria

O comércio varejista acompanha a taxa de desemprego, dessa forma, com a criação de empregos formais no estado, as vendas do varejo crescem, afetando o ICMS do comércio varejista que, comparado com 2019 e 2020, apresenta potencial de crescimento na arrecadação. 

 

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Fonte: Confaz Ministério da Economia - Boletim de Arrecadação de Tributos Estaduais                               

Elaboração própria *2021- JAN-MAI.

Conforme analistas, o aumento de mão de obra empregada auxilia no crescimento de atividade do setor varejista, que apresenta recuperação instável, dependente da fraca economia do país devido aos efeitos pandêmicos.

A taxa de desemprego do Brasil se manteve em 14,7% no trimestre móvel encerrado em abril de 2021, mantendo o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior da série desde 2012. 

Contudo, apesar do recorde na taxa de desempregados, Mato Grosso do Sul se manteve registrando a 5ª menor taxa de desocupação do país, à vista disso, gerando o aquecimento da economia devido a comparação com os demais estados, proporcionando maior arrecadação de impostos visando a saúde fiscal do Estado. 


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Fonte: IBGE. Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_continua/Trimestral

Segundo o IBGE, a população brasileira desocupada (14,8 milhões de pessoas) cresceu 3,4% (mais 489 mil pessoas) ante o trimestre móvel de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Também subiu 15,2% (mais 1,9 milhão) frente ao período de fevereiro a abril de 2020.

Em face do aumento do desemprego no primeiro trimestre e das condições que afetam a economia como um todo, o setor de empregos apresenta pouca demanda para a quantidade de oferta de mão de obra presente.